Senhoras e senhores, vamos ao que interessa: o Natal é a época da galera pendurar um monte de lampadinhas (eu sei, eu sei, o correto é “lampadazinhas”; mas eu gosto de “lampadinhas”, é mais coloquial) em casa, montar árvore toda emperiquitada, pendurar guirlanda na porta, etc. Ok, beleza. Também é a época na qual os prefeitos adoram transformar seus municípios em uma homenagem ao desperdício de energia elétrica (e, por consequência, de dinheiro público).
Algumas decorações valem o que custam, é bom dizer. A decoração de Natal de Curitiba (PR), por exemplo, é famosa. Campos do Jordão (SP) também. Entretanto, algumas decorações são deploráveis. Uma delas é Campo Grande (MS). Nelsinho Trad e sua digníssima esposa parecem não ter o menor talento para montar uma decoração de Natal decente. O que se vê nas ruas e avenidas de Campo Grande é uma ode ao mau gosto e à pobreza de espírito.
Comecemos pelos panos nos postes de luz da Avenida Afonso Pena, esticados até o chão, com uns holofotes. What the hell is that??? O que diabos aquilo tem a ver com o Natal? Já as lâmpadas colocadas em árvores, ainda na Afonso Pena, são praticamente ofuscadas por aquele monte de fios elétricos (na cor branca) pendurados entre uma árvore e outra. Um “trem” mal feito demais. Será que não dava para usar um fio preto e fixado no solo? O negócio ficou igual a um varal prá secar roupa.
Passemos às luzes. A idéia de enrolar as árvores e plantas com luzes é bacana. Mas então que fosse para enrolar árvores próximas umas das outras, formando algo como um “bosque de luz”. Que tal? Seria melhor do que o “gato pingado” que está por aí, com uma ou duas árvores iluminadas a cada 300, 400 metros. Não tem conjunto, entende?
E na Avenida Zahran? Que tal aqueles fios de luz pendurados nos postes que ora funcionam, ora parecem estar queimados? Coisa linda do capeta, né? Na Via Morena, próximo ao Parque Laucídio Coelho, há luzes em forma de árvore penduradas nos postes. São legais, mas o problema é o mesmo: “gato pingado”, com uma arvorezinha aqui e outra ali.
No geral, essa decoração de Campo Grande carece de impacto. Por que não concentrar toda a decoração e iluminação em poucos pontos, de forma a, realmente, atrair a atenção do cidadão e até do turista??? Como já falei, falta conjunto, falta um bom planejamento. E o resultado é pobre e horroroso. Ademais, dou graças a Deus por esse ano não termos aqueles coqueiros iluminados com manjedouras espalhados nas grandes avenidas. De onde tiraram a idéia de coqueiro ao lado de manjedoura?
Exceção
Antes que me xinguem dizendo que estou sendo injusto com a Prefeitura e com o Nelsinho, parece-me que há uma exceção a essa barbárie visual natalina que relatei. É a Cidade do Natal (foto), no Parque das Nações Indígenas. Digo “parece” porque não fui, mas quem foi disse que é show de bola. É um espaço bacana para as famílias passearem. E a criançada adora esse tipo de coisa.
E você, morador de Campo Grande, o que achou da decoração da cidade? Deixe seu recado. “Cante sua fita prá nóis mano”, certo?



3 Comentários:
Marcelo disse:
09/12/2009
Com a temperatura de Campo Grande nos últimos dois anos, aqui tá mais pra Natal (capital do Rio Grande do Norte) que Terra do Natal (onde supostamente neva).
Joel disse:
06/01/2010
Olá, não fui na cidade do Natal, porém tenho informações em relação aos panos esticados do poste de luz até o chão, que foram usados no Dia Internacional do Combate a AIDS e que acabou pegando carona, o resto posso concordar, pois pelo que sei iriam fazer um pouco de economia e várias pessoas falaram que em anos anteriores estava tudo muito iluminado. Porém, se quiserem ver belas fotos do local, é só acessar http://www.propagandams.com.br/artigosgerais/647-cidade-do-natal-em-campo-grande-veja-fotos-exclusivas
Achei que iria ajudar!
Marco stuani disse:
29/01/2010
Adorei. Principalmente a “casinha da prefeitura” onde era possível tirar fotos sentado numa cadeira com banca de prefeito com dois quadros com as fotos do Nelsinho e Puccinelli ao fundo.