Depois de mais de uma semana sem escrever por conta do trabalho, estou voltando. E o tema de hoje tem a ver com esse meu tempo afastado do blog: Aracaju.
Estive na capital do Sergipe, entre os dias 2 e 4 deste mês, fazendo a cobertura de um evento de um cliente da agência de comunicação onde trabalho. Antes que você pense “pô, o cara só ficou na praia”, saiba que não pude apreciar praticamente nada do que Aracaju oferece aos seus visitantes.
Depois de sair bêbado de Campo Grande às 3h30 da manhã do dia 2 (estava na festa de 50 anos da minha sogra e sequei sozinho uma garrafa inteira de Johhnie Walker Red Label com muito Red Bull) e encarar cerca de 10 horas de vôo e conexões em aeroportos (Congonhas/SP, Confins/MG e Salvador/BA), cheguei por volta das 13h30 em Aracaju. O tempo estava lindo, o sol brilhava e a Praia de Atalaia, de fronte ao hotel onde fiquei, estava muito convidativa. Entretanto, a ressaca feroz e o cansaço pelo tempo de vôo foram mais fortes e, sem almoçar, tomei um banho e desmaiei na cama. Acordei às 18h, com tudo escuro lá fora.
No dia 3, o trabalho foi intenso, terminando por volta das 18h. Depois disso, fomos convidados por uma entidade local para jantar num restaurante famoso da cidade, o Sollo. Comemorei, pois achava que poderia comer uma boa comida típica de Sergipe. Ansiava por uma paçoca de carne seca, uma boa carne de sol ou até mesmo uma bela tapioca. Mas o restaurante me decepcionou. No cardápio, a maior parte dos pratos era meio estilo gourmet. Acabei jantando um peixe com risoto de legumes. Comida comum. Mas estava muito gostoso!
No dia 4, após o término do evento, finalmente sobrou um tempo para conhecer um “cadinho” de Aracaju. Junto com algumas colegas, fui caminhar pela orla da Praia de Atalaia. É uma bela orla, com um calçadão bem bacana, repleto de muito verde (coqueiros, palmeiras, etc), comércios (lanchonetes, sorveterias, restaurantes, etc) e espaços públicos de lazer (praças, quadras de esportes, playgrounds, pistas de caminhada, pista de patinação, etc).
Para quem gosta de carangueijo (não é meu caso), há uma parte da orla chamada Passarela do Carangueijo, onde estão, lado a lado, dezenas de restaurantes e bares que servem frutos do mar e comidas típicas. Há muita segurança na região da praia, com várias viaturas de polícia espalhadas pela orla.
Para não dizer que não fui ao mar, botei os pés na água. Como já era tarde (umas 20h), achei melhor não nadar, pois podia ser perigoso. Eu não sou tão medroso, mas a gente tem que respeitar o mar, né? Por falar nisso, de dia, pude ver que o mar da Praia de Atalaia é bem escuro. Isso ocorre por conta do encontro das águas do mar com o Rio Sergipe. A areia é como a da maioria das praias do Nordeste: branquinha e bem fininha. E mais: achei a praia limpa para uma praia urbana.
Uma colega conseguiu dar uma escapa do evento em que estávamos e foi até o mercado municipal de Aracaju. Disse-me que ficou maravilhada com a quantidade de artesanato bonito e barato que encontrou lá. Comprou uma linda bolsa de palha por meros R$ 10.
Consegui um livreto turístico sobre Sergipe e confesso que fiquei com muita vontade de aparecer por lá para passear. O livreto menciona belos passeios por dunas e canyons do Rio São Francisco.
Mesmo sem conhecer muito a cidade, gostei. Com certeza é um lugar que recomendaria. Especialmente depois de saber que Aracaju foi eleita a capital nacional da qualidade de vida pelo Ministério da Saúde. Se o povo lá é tão saudável, deve ser por uma boa razão, né?


