Dia sim, dia não (estou exagerando, claro), recebo um daqueles e-mails com apresentações de PowerPoint do tipo “você sabe que está ficando velho quando…” e aí tem uma puta lista de coisas dos anos 70 ou 80 como “acordava cedo para assistir ao Bozo” ou “dançava Menudo, RPM e Trem da Alegria no aniversário de 6 anos do seu vizinho”, etc.

Pois bem, inspirado nessa corrente dos infernos iniciarei a minha lista e espero não ser repetitivo em relação às já existentes.

Na verdade sempre me peguei fazendo coisas nas quais eu parava e pensava: “cacete, tô ficando velho”. Uma delas aconteceu há umas duas semanas: me peguei ouvindo Elton John.

Na boa, ouvir Elton John é coisa de quem está velho ou está ficando velho. Vai ser muuuito difícil você ver um guri ou uma guria de 12 a 20 anos ouvindo isso, salvo se ele ou ela for GLS. Não tem jeito, é coisa de velho. Meu pai ouvia Elton John, entende?

Sir Elton mandando bala

Sir Elton mandando bala (clique p/ ampliar)

Pior é que eu curti várias músicas do cara. Eu já tinha ouvido Elton John antes, mas quando eu era moleque só queria saber de ouvir rock porrada (Guns ‘N Roses, Nirvana, Metallica, Sepultura, Black Sabbath, etc). Eu nunca havia digerido as canções do sujeito como digeri agora. Eu nem deveria me achar tão velho assim, já que sou de 1981.

A propósito, o Elton não lança nada inédito de sucesso há uma vida e vira e mexe ele solta essas coletâneas com as “the best” dele. Apesar do aspecto caça-níqueis, esse CD duplo “Elton John – Greatest Hits 1970-2002″ é bacana pacas!

Greatest Hits 1970-2002

Greatest Hits 1970-2002 (clique p/ ampliar)

O CD 1 é interessante, mas são as canções mais antigas do repertório dele, como Goodbye Yellow Brick Road. Tem também Candle in the Wind, que ele compôs em homenagem à princesa Diana (e que eu acho um pé no saco). Meu destaque vai para o CD 2, que traz todas as clássicas baladas dele como I Guess That’s Why They Call It The Blues, Nikita, Sacrifice, The One e Can You Feel The Love Tonight (da trilha sonora do desenho O Rei Leão).