Hoje dei um pulo a um sebo na famigerada rua 14 de Julho para checar se tinha algum LP (aquele mesmo, o discão de vinil) “novo” na área. Na verdade, sempre tem coisa boa lá, mas é que geralmente tenho pouca grana para gastar e por isso só compro aquilo que me deixa com tesão mesmo, sabe?
De fato, tinha muita coisa bacana. Algum doido se livrou de sua coleção dos Beatles (ou porque é doido ou porque o pai ou o avô do sujeito morreu e ele achou que aquilo era lixo, sei lá). Como eu já tenho quase todos os discos britânicos deles e quase toda a discografia em CD, achei melhor gastar meus 30 pilas em algo diferente.
Dei sorte: comprei um álbum bacana do Jimi Hendrix chamado Corner Stones, que reúne o “the best” dele entre os anos de 1967 e 1970. Coisa fina. Eu tenho um CD duplo com o show completo que ele fez em Woodstock, que é mó visceral e tal, mas estava a fim de ouvir as coisas dele feitas em estúdio. Só música foda: Purple Haze, Foxy Lady, Voodoo Child e uma das minhas favoritas, All Along The Watchtower (uma releitura do Bob Dylan).
Ok, Hendrix é coisa linda e tal. Mas na verdade eu comecei esse texto para falar do segundo álbum que eu comprei no dia: Computer World (1981), do Kraftwerk. Achar LP do Kraftwerk é difícil prá caramba, porque são meio raros. Mas eu achei. E curti. Minhas faixas favoritas desse álbum são Pocket Calculator e Computer Love.
Eu já conhecia esses alemães batutas desde o fim dos anos 80. Acho que a primeira coisa deles que eu ouvi foi Autobahn. Mas eu era apenas um guri que ouvia Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii, Guns N’ Roses, Kiss, Black Sabbath… Minha mente ainda estava muito centrada no rock e eu nem considerava a possibilidade de ouvir outro estilo. E isso se prolongou até meus 19, 20 anos, quando passei a gostar de música eletrônica de forma mais madura.
Recentemente, quando ainda trabalhava como produtor de reportagem em TV, tive que fazer uma pesquisa sobre música eletrônica para um VT sobre raves. No meio da pesquisa, redescobri o Kraftwerk. Só que desta vez empenhei bem mais atenção e tempo para conhecer o grupo.
Além do Computer World, tenho mais dois LPs deles: Man Machine e Trans Europe Express.
Eu não vou perder tempo falando sobre a origem deles, por que basta você acessar o todo poderoso da web (aquele que tudo sabe) para ler sobre isso. O que vou me limitar a dizer é que os caras são basicamente os pais da música eletrônica. Você também pode acessar a página sobre eles na Wikipédia.
Você acha o Tiesto o máximo? Chemical Brothers é tuuuudo de bom? Pira no Crystal Method? Guri, então trate de ouvir o grupo que tornou a música eletrônica comercialmente possível. Ouça Kraftwerk e descubra os primórdios da bate-estaca.
Se você não tem muita paciência para escutar toda a discografia deles, desde o início, sugiro que comece pelo último lançamento deles até o momento, o álbum duplo Minimum Maximum (ou o DVD que leva o mesmo nome), gravado durante uma turnê dos caras. Lá você pode conferir belas músicas, como Man Machine, Tour de France (em suas trocentas versões), Trans Europe Express, The Model, Pocket Calculator, The Robots, entre outras (senti falta de Computer Love no playlist deles, mas tudo bem).
Aliás, se você puder ver o DVD, melhor ainda, porque o show do Kraftwerk é muito, muito legal.
Links para alguns vídeos do Kraftwerk no YouTube:



